Artigos

Você é do tamanho dos seus sonhos !!

É muito fácil se omitir diante dos nossos sonhos, mas eu afirmo se você fizer isso trairá a si mesmo.

E o pior trairá sabendo que podia e devia lutar pelos seus sonhos, é claro podemos querer ou não realizar os nossos sonhos . Mas você será um ausente da sua vida, posso dizer sem dúvida que quem não luta pelos seus sonhos não ama a sua vida!

E fácil se omitir e falar que a culpa é do governo, do destino e da má sorte. No entanto, você sabe que somos produto do que pensamos e fazemos.Você é tamanho dos seus sonhos!!

Por que sentimos medo?


Sentimos medo em virtude de nossa própria sobrevivência.Não há nada de anormal em sentir medo.

Àquele que nunca sentiu medo é porque nunca venceu,pois se não sentimos medo à mudança, as vitórias,conquistas serão meros castelos de areia.

Em primeiro lugar precisamos triturar a ideía de que corajoso e aquele que não sente medo.Uma farsa imesurável ditada por quase todos que veneram à mídia entre outros.Corajoso é aquele que sente medo, mas controla o medo, a ausência total do medo nos faz sermos irracionais temerarios sem amor a própria existência.

O sucesso, começa por você!!!

Antes de expressarmos o nosso sucesso, devemos programar o nosso cérebro para tal empreendimento.

O nosso cérebro é uma máquina. Máquina esta que responde perfeitamente àquilo que pedimos, e sobretudo “como” pedimos.Preste atenção, ao que você pede ao seu cérebro pois, ele lhe dará o que deseja e não o que não deseja!

Artigos

Por que comemos tanta emoção?

Não existe antagonismo concreto entre a emoção e razão que os fazem serem insoluvéis. A verdade é que nos ensinaram que a emoção é para as mulheres e a razão é para os homens.Hoje esta mais do que provado que a emoção e a razão ocupam o mesmo setor do cérebro tanto masculino quanto feminino. Por isso é um fato ingerimos tanta emoção quanto a razão pela qual nos dita que iremos adquirir quilos e mais quilos . A emoção não é o contrário da razão e é assim virce-versa.Podemos e devemos educar a razão para que sejamos mais sociaveis e bem-sucedidos

O que outro tem que eu ainda não possuo?

Mais de um 1/3 de nossa personalidade é constituída através do olhar do outro.O que outro tem que eu ainda não possuo?É uma pergunta que todos nós deveríamos nos fazer.

De fato o outro é um espelho,assim como eu sou um espelho para o outro .

No entanto, não podemos permitir que os outros nos compare com outro, até porque somos indefinidos, imensuráveis únicos.

A ciência do sucesso

O sucesso é uma ciência,tão exata como física ou matemática ou tão humana como filosofia e história.

A ciência do sucesso é uma soma de esforços e esforços.No entanto o sucesso só ocorre quando você já é uma pessoa bem-sucedida.

O pobre faz daquilo que poderia levá-lo a grandeza, de trágedia, mau destino.
(André Mendes)

Você quer ter sucesso?

Todos nós desejamos ter sucesso, acredito que até àqueles que já nascerão aparetemente bem-sucedidos, almejam ter sucesso.
A grande questão é que somos movidos a nos compararmos uns com os outros.O sucesso é subjetivo, e independente de qual seja a sua visão de sucesso , o seu sucesso será aquilo que você desejar ter.

Os sonhos

Os sonhos são termômetros do sucesso, são antídotos contra quaisquer possíveis derrotas.
Sonhar é essencial á nossa auto-estima, se não temos sonhos, nossa expressão de sucesso será nula. É preciso que sonho se case com a realidade e com a ação. Assim o seu sucesso será expresso em quilômetros, ao invés de centímetros.

Sorte,existe?

A Nossa cultura enfatiza o destino, a sorte como fatores de sucesso. Antes mais nada, sorte, destino ou quaisquer nomes que dêem ao futuro, Não existe fator tão decisivo como nós mesmos.
“Somos o que fazemos, mas somos ,sobretudo o que fazemos para mudar o que somos” (Eduardo S.) Somos responsáveis pelo nosso futuro. É mais fácil dizer que não conseguimos o sucesso pelo a ausência de sorte ou porque o destino é esse ou aquele.
Deixemos a hipocrisia de lado, o nosso sucesso é conseqüência de nossos esforços, e os únicos responsáveis pelo nosso fracasso é nós mesmos.

Temas

Tema : A desconfianca é a causa da maioria dos desentendimentos ?


O diálogo: – ferramenta múltipla

Confiar em em uma pessoa não e seguro de fidelidade,seja qual for o relacionamento.E saber que outro e também um ser humano, mesmo que venha a ser infiel.

Muitos desentendimentos têm a estirpe na ausência de diálogo e não na específica desconfiança.

O diálogo ainda é o melhor antídoto.A desconfiança existe em caso particular, embora muitos a negue o que faz crescê-la ainda mais.Sejamos honestos com nós mesmos, o diálogo é a melhor forma de desculpar-se.

Tema: Sexo e adolescência – uma fase de diálogos


O diálogo como instrumento consciente de formação!

A sexualidade passou, nas últimas décadas por profundas mudanças, no entanto não houveram diálogos suficientes.
Dialogar sexualidade, exige dos pais, professores e educadores em geral uma visão peculiar sobre os adolescentes, pois eles têm neste século,um acesso inimaginável sobre a sexualidade.Embora eles se sentem decepcionados, não conseguem serem seguros quanto ao agir e como agir, na hora de uma iminente relação sexual.
Dialogar com os jovens é indispensável, para formá-los adultos felizes e saudáveis, sem contudo submetê-los a uma preliminar metodologia.Dialogar é acima de tudo trocar experiências.

Tema : Trabalho Infantil


O Brasil desconhecido

Deixemos a hipocrisia de lado, trabalho infantil é um ato mais que arcaico e no entanto, ainda é cometida nos dias de hoje.
Um absurdo que agrega não somente um esquartejamento na infância de cada nova vítima, como o próprio país naufraga defronte a ineficiente de uma solução definitiva.
A infância é um direito constitucional,porém reconheçamos que o mercado clandestino infantil é um por um lado , mantido seja nas zonas rurais na sua maioria e nas metrópoles na sua minoria, sendo em alguns casos superando as fronteiras nacionais, como as exportações de crianças que abastecem tanto o trabalho quanto a prostituição.
Apesar disto creiamos que o “osso” que alimenta o trabalho infantil é uma questão pública,convenhamos em aceitá-la como um problema nosso, assim como disse a escritora Marina Colassanti, em um crônica sua: ” Não existe meninos de rua e sim meninos na rua.” Admitamos de um vez por todas, que o trabalho infantil é tão real como inadmissível no século XXI.Não obstante aos avanços inimagináveis tecnológicos, alimenta em suas raízes problemas de carácter primitivo que muitos ignoram como, se não fossem seus.

Fúria



Fúria

O telefone tocou, no ímpeto, o agarrou, ainda sonolento.Era a irmã, com a voz pastosa, dizendo que acabará de sofrer violência derivada de uma briga com o marido.

Alex, jovem de 27 anos, tinha vaga ou nenhuma recordação de espancamento, nem dos seus pais. Mônica sua irmã, se casará tão cedo quanto engravidará.

Embora, não acreditasse de imediato no desabafo da irmã, lágrimas de revolta de indignação coria-lhe a face. Na hora queria matar o cunhado, que sendo o que é, não merecia nenhum tipo de pena.

No outro dia, já mais calmo, ligou de volta para Mônica, Esta lhe respondeu que passaram a noite separados, ele o marido estava bêbado e a espancou ainda grávida do segundo filho. Alex se pudesse mataria o cunhado a sangue-frio, o ódio subiu-lhe tanto que desligou o telefone no impulso.

Meses depois, Alex ouvirá de uma colega comum entre Mônica e ele, que ela havia separado, mas voltará três vezes seguidas.

O telefone toca, mais uma vez, o número já conhecido. Ameaça atender. Contudo a raiva,a indignação, agora da irmã, por aceitar o monstro do marido. Atirou o telefone pela janela e com, a face deformada pela fúria, disse em um grito:
- Vá para o inferno!

Novas Poesias

Novas Poesias

 


SONHO

Eu sou de aço assim como os meus
sonhos.

Eu sou do tamanho
dos meus
sonhos
que são do tamanho do universo.

Os meus sonhos são de hoje
e de todos.

Mistério

O teu olhar
é um
enigma

O teu sorriso
mistério que
não
decifro.

Como
sentinela
você observa
e
indaga todos e tudo,

O
mistério começa
com olhar,

Olhar de curiosidade,
sem conceito,
virgem
de si.

Mistério começa e
termina com o olhar
dos
dicionários.

Algo

Algo me invade e
ensurdece
o meu escuro
como um grito feminino
estalado pelo soco covarde.

Algo me invade e me arde
de dentro para fora,como os Estados,
Municípios
sem nação.
Algo me invade e não demora sair.

Não -poesia

Armaram-se de
ternos e gravatas,

Onde estão os poetas?

Imcubidos de dizer
aquilo que não sentimos,

Onde estão os poetas?

Longínquo momento
de deleite da palavra,

A não-poesia instalou
nos ventres
dos poetas,

Onde estão os poetas?

Arte

Múltiplas cópias
de segundo marcam
o compasso da arte.

Arte ingrata que recebe
mais que fornece.

Arte maldita,
arte de graça!

Arte, não infinita,
não arte mas arte,

Arte que não reduz a si mesmo
é mesmo arte?

Fome

Tenho fome
da fome
do mundo.

Fome inconsumível
dentro
de uma migalha
de minuto.

Fome que
não rima com nada
fome que não sente fome.

Fome que consome
que não some.
Fome que mata o homem?

Será?

Preciso pular o muro que me
cega a utotopia

Impreciso
penso não fazer parte da
ausência
de mim.

Cuspo injustiça,urino
estrupos,vomito
mortes e assaltos,

Engasgo com os jornais.

Repenso,
Haverá sentido para tudo isso?

Sonho II

Sou feito desse
material,
denominado
sonho

A certeza da
minha
existência

A aposta
da minha vida,

Sou feito
desse material
chamado
sonho,
cuja
o símbolo
cristaliza
o meu dia.

Parto

Parto para perto
do porto
de pedra
da minha vida.

Se não pudesse partir,
o que faria?
Voaria como
vento
metarfoseando
numa brisa
criando raios, rasos
risonhos de sol!

Parto para dentro
de ausência de mim numa
crua procura de mim.

Medo(?)

Quem és?
Quero lamber as suas feridas
medo, quem és?
Não sinto pavor de te,
mas sim angústia de
sua ausência.
A lacuna do fundo
do
oceano.

Medo,
para quê?
se medo, temos todos?

Medo,
incógnita
Perdida no espaço
triangular
dos nossos atos.
Medo, sinto medo.
da ausência de te.

Greve

O poeta esta de greve
Não remunerada
Taxada
De adeptos
Sensibilizados
Com abstinência
Incomum.

O poeta não fala
Ontem bebeu
Um café lê um jornal.
Saiu.

Partiu sem se despedir da empregada,
A repartição do
Trabalho e da vida
clamam
poesia no entanto
o poeta esta de greve, não remunerada disfarçada de
férias prolongadas.

Tempo

Embelecido por ontem a semana
Passada namorou-se com o ano retrasado.
Há uma hora atrás paralisou
A semana que ‘vêm’.

O amanhã não veio nem o
ontem nem o
hoje.

Amanhã, virão
Todos atrasados por terem se perdido
No tempo globalizado.

Sofrimento

Hematomas pulsam
a hipertensão da aurora.

A mulher cospe sangue.
O seu genital ainda torturado
declara ausência
diária, mensal, anual
de carinho.

Cinco de Novembro
as cinco horas do quinto dia do mês
na quinta esquina,
a mulher esta drogada e lúcida,
no entanto seus hematomas
sorriem para as estrelas
congeladas no gesso nulo
do seu sorriso lindo!

Meu Livro palavra em órbita!

Poema de abertura

Liberdade

Sou livre como as estrelas,
que brilham para
o universo,
e para si mesmas.

Sou livre, tanto quanto
as minhas
asas,
e tenho a liberdade
do silêncio,
e a prisão dos dicionários.

A palavra

É tudo que preciso,
Palavra é a minha Oceania
Meu
arquipélago
De solidão,

Palavra, absurda inaceitação!
Palavra
é tudo!

Biblioteca

O que tem?
A palavra
De tudo
O nada.
O absurdo
Do acumulo?

O que tem?
A mudez
ou nudez
fria e crua ?

Medo

Coloquei um
vestido
despido
para meu medo.

Vomitei um orgasmo,
O meu medo
cifrou um
novo
enigma.

Sinto medo,
tão incoerente
mas crente ardente
de convicção
cuja
a minha existência se
faz sentir.

Instinto

Viajo no
oceano
do meu desejos.

Naufrago
pois o
mistério
não cabe a
mim responder.

Transpiro
no
único
jacto
de suor.

Desejo
vulcânico
continua
a lavar
a minha inquietude.

O meu desejo
já não mais meu
é alheio
a mim.

Transgrido
os meus
valores
exponho a face
à tapas,

Eu não me
rendo!
Sou
dono e responsável pelo
meu delírio
racional.

Estações

Encontro flores
no inverno desconhecido.

O outono dos nosso braços despiu
a saudade.

A lacuna
inocente da primavera
para o verão
faz de mim
um poeta solidário
com mundo.

Hoje

Quero beijar o seu
sexo
até que as estrelas ninem
o nosso
orgasmo.

Para sugarmos o
prazer mútuo no suor

do nosso corpo.

E …gememos
e gritamos
para as estrelas
testemunhas
de nosso
delírio de amor.

Culpa

Sinto
a culpa
da desculpa.

Sinto o cansaço
de mil
Everest.

A
sensação de derrota
como
um
hálito
diário
lindo
no café da manhã.

Culpa sentimento
emoção destituída

Confissão

O meu relógio vomitou
Números
Cifras bilionárias.

O meu relógio cuspiu de
Si ponteiros
E segundos,
Minutos, horas.

O meu relógio já
Não, mas inteiro,
Torturado
pelo tempo
Confessou seu último desejo:
-divórcio eterno ao tempo.

Preciso

Preciso
morar
comigo
mesmo.

Transar comigo
mesmo
até
inorgasmo
de inaptidão.

Até dizer
que não confundo
medo com
corvadia.

Preciso
arrancar
essa máscara
que
me esconde.

Protagonista
de ser
que teme
a si.

Esconde
a
real face
na inaptidão
das luas cheias.

Preciso tirar
isso
de mim.

Preciso
de nada
para tudo.

Tirania da
bondade

Possuo a
bondade
dos tiranos,
o
orgasmo
dos
genocídios.
A benevolência dos
homicidas.

A inocência
das
prostitutas,
a paixão
dos fascistas.
A fome insaciável
da mídia por
notícias sangrentas
e estúpidas.

Possuo o
vômito
da política
dos políticos,
a fobia
da
fobia social.

Estamos todos
à venda,
Postados em selo
de eterna colônia de si.

Estamos
no calvário
de nossas
sombras
algemados
em crenças
inumanas.

Estamos
velando
os ossos de
nossos
atos.
Não sabemos se
acreditar é
desacreditar
e agir é assobiar
a nossa lúcida
omissão.

Somos,
estamos
completamente
e inapelavelmente
condenados
à bondade daqueles que
se matam sem querer.

Sorte

A inexistência
de te faz do nada o vazio,
da
lacuna
um abismo
da montanha um planalto,

A sorte traduzível
pelas culturas, inexistente
nua e inocente,

Jamais beija
a
existência
dos nossos
atos.

Verdade

Quem és?
Um dado
jogado no escuro
por um cego – mudo?

Verdade
outra
face, sem rosto
a palavra
sem letras
A arte sem nada?

Verdade se não fosse
você mesmo.
O que seria de te?

Indeciso

Estou indeciso
entre eu e mim mesmo.

Fujo da
decisão homicida
que beira
a uma divisão de mim.

Tenho medo de
fracassar
e reencontrar a minha real
Pequenez.
Toda a minha grandeza
do tamanho de uma lágrima.

Estou indeciso
não fugitivo,
estou incerto
não incorreto.
Preciso tirar ferias
de mim.

Íntimo

Alguns momentos
São tão meus,
Que não
lhes dou
A ninguém,

São momentos

de nunca

para
sempre.

Não Verás o
pôr-do-sol

Acorda-te
não verá s crianças
brincando,

Acorda-te
não amarás a última mulher.

Acorda-te
não viverás a última chama.

Acorda-te
não
verás o segredo embutido na carne.

Acorda-te não darás o último sorriso.

Acorda-te:
- É preciso ver a impureza do mundo.

Sob o Corpo

As minhas mãos
percorrem os rios
do teu corpo

Segue o curso
no suor
ao teu
umbigo

Ainda há
cachoeiras
nos teus seios,
há mistérios no teu corpo
demais para
o anonimato.

Para o Corpo

Hei
de pegá-la
e traçar um limite
dos teus gestos e gemidos
traçarei
sempre
com beijos ininterruptos
sob o teu corpo inteiro.

Na
selva, na miragem,
na cobertura
do mistério.

Na calma mútua
sob a cama
um oceano de gozo.

Sonhar

Sonhar é outra
forma
de
amar

Quem sonha
Tem um caso de
Amor com
a vida.

Uma Lágrima

Quanto vale uma lágrima,
salgada e cheia,
destas que inundam e
curam a alma,
uma gota, pequena e serena.

Uma lágrima densa
que dança entre os contornos
da face bela e
morena.
uma lágrima apenas,
que lave a minha impureza.

Quanto
vale uma lágrima
ao qual o mar abriga?
quanto será que vale um
oceano imerso de lágrimas?

Um
Pequeno Passo

Um pequeno passo
faz um
pássaro ser livre
e mãos trêmulas
paralisarem por iminente segurança.

Um passo verdadeiro
faz a vida
no instante novo.

Casa-Corpo

Não possuo corpo,
a minha casa é a
fagulha do tempo

Adquiro novos hábitos
cada mudança
deixo de me pertencer.

Não tenho casa
tampouco corpo,
sou andarilho que
renega
a sua
própria
transitoriedade.

Assassinato

Corro
Amplio-me
Na
multidão

A vida urbana tragada
A cada
Instante de
Inexistência de ar.

Uma Mãe

Uma mulher estéril chora,
se ela pudesse
arrancaria
o seu útero
e o faria
brotar das cinzas.

Mulher
tão feita,
Tão impura,
Castigada pela a sua
Própria fraqueza;

E, no entanto,
Quando mãe
Torna-se outra primavera,
Com várias
e invisíveis flores,
ressurge e
renasce
MÃE!

Forma e conteúdo

Quero escrever uma poesia
Que seja de
Conteúdo
simples.

Quero escrever uma poesia
Que ultrapassa
Os limites
Da forma.

Quero escrever,
Uma poesia
Que flutua como
Estrelas,
mas de infinita
expressividade

Adolescente

Existe uma constelação
de
Mil planetas
Dentro de cada adolescente.

Inexiste a
pureza
Da beleza,
Inexiste
o nada.

Seres humanos

Somos muitos
tão
inigualáveis e frágeis
tão singulares e imprevisíveis,
somos seres
humanos.

somos muitos
talvez hajam mais,
somos muitos,
Por
isso, ainda, somos.
seres humanos.

Sereia anônima

Não possui areia,
Mas a brisa do teu
Corpo
É o encanto
Dos mares!

Ouro Preto

Ouro Preto caminha com a gente
respira e
renasce,
a cada romaria nova
e ressurge das cinzas.

Ouro Preto
lembra tudo!
As suas montanhas,
é o regresso
do vale de seus
Segredos,

Despeço-me
de mim mesmo
Dentro de Ouro
Preto,
E volto ao
Seu seio
de esperança!

Hoje II

Hoje preciso falar,
Preciso
Dizer
A
resposta
Que jamais
Ouvi.

Não será preciso,
que os meus
olhos
se mirem
Nas montanhas, irreais
Das demagogias.

Esquina perdida

Onde eu
me deixei?
Nos braços da liberdade?
Ou nos ecos
Das utopias?
Nas eqüinas
Sujas e surdas
Dos
políticos?
Ou na
Palavra morta
Dos visionários?
Aonde eu me
deixei?

Ciúme

De que você é feito?
De medo
Ou de
Vida?

Do que eu gosto?

Do computador?
De desenhar
Do meu quase nada
Do meu absurdo?

Do que eu gosto?
Da vida

Ou do medo?
Do abismo
Ou
Do
Vício.

Indizível

Tenho uma
palavra
Há anos
Perdida dentro de mim

Uma palavra,
Que
desconheço
Não existe nos dicionários,
É o mistério de
Mim.

Silêncio

Quem pode
Ser mais potente
Que tu?
Que grita
e
Inquieta
Os surdos!

A minha
Angústia

A minha angústia
é do amanhecer
Crescente e aguda.

A minha angústia
Fala de
Mim mesmo.
De quem tanto
Temo!…

Quero

Quero ser livre
Como
o sonho
Das estrelas.

Quero ser livre
Como o beijo
Proibido
dos amantes.

Quero ser livre
Como o próprio
Sonho,
Que não
tem sexo
nem identidade.

Estou

Estou
drogado
pela realidade.

Alcanço
a
nirvana,

Mas, o
meu delírio
continua
fluorescente.

As tardes rosadas,
nuas, inocentes,
respiram
o aconchego de
segurança
imprescindível
que clamo aos céus!

Bebo
a solidão
dos
fanáticos
e permito-me
a invasão de todos,
não na minha
intimidade!
Desabitada por mim
há milênios…………

Expresso
o que todos
desejam,
um anseio
coletivo.

Agora, sirvo
de mim mesmo,
sem saída
encontro-me
na
esquina esquecida….

Vencido, não fujo!
Tenho a loucura
dos
lúcidos,
a certeza dos monótonos
que não vale nada!

As minhas
certezas
não valem nada?
Talvez valha , o
cuspe de um mendigo
fruto
do capitalismo.

Ainda, que
haja
explicação,
o
meu coma
no hiato de
segundo,
durou
anos-luzes,
até a
eternidade é curta….

Volto, porque o espelho da realidade
me
chama,
Por isso, estou em
pura overdose,
maldita realidade!
Maldita seja ela!!!

Por que
vã realidade
esteriliza
toda a minha criação?

Comemos
emoções em
tubos,
Morremos tão cedo
quanto jamais

imaginamos
apesar
de existirmos,
estamos
mortos
somos
vômitos
do que
sentimos ser!

Preciso
de ilusões
que me tire
dessa hipnose
ridícula.

Quero,
a essência
de mim…
de volta

Só ela
exorciza
o meu
desejo
de resolver

a
utopia
do meu ser.

A um novo
Amor

Antes que a chama se apague,
gritarei
alto
e teu nome

para os pássaros se encantarem.
Gritarei
defronte aos horizontes
tudo que sinto, por você!

Mas isto é pouco
pois, tenho agora, meu amor
todo o sentimento de uma vida
e não vou
desperdiçá-lo.

Por isso abro os braços,
dou-lhe o que tenho:
- Um coração, cheio
de esperança, transmudado
em rosas.

Você

Você possui
a estranheza dos mares.

A
fascinação
dos horizontes
a perdição dos abismos.

A infância
da velhice.
O medo do
orgulho.

Você que vomita
duplos
orgasmos,
que me excita
e me hesita
ate desejar.

Você,
causa perdida,
Uma indignação imatura.

Você que
se chama:
-Amor!

Pedaços

Beijo
o teu o
teu sexo molhado,

Beijo
o teu colo
aquecido
pelo invisível carinho,

Invado o teu ventre,
cubro-te
despida de
inocência.

Reparto-me
na medida
exata.
Nina-me?
estou

nos
seus
braços,

Quero estar
contigo
depois de
amanhã
e sempre.

Preciso da sua
galáxia,
do eclipse
da sua paz.

Preciso de
pedaços de você
para estar
plenamente
inteiro.

Todas as minhas poesias

Todas minhas poesias


Ao Meu Pai
No espelho
de minha
educação
há uma pai-poeta.
Ao qual,
o que sou
devo-o humildemente.

No entanto
admiro-o
como um herói
e lutaria e daria a
minha vida por ele
em
qualquer guerra.
Jamais esqueço
dos seus conselhos
de sua maneira quase patriota
De defender-nos,
Um abraço apenas
a um pai
que potencializou
Todas as suas forças
na minha mira.

A este pai agradeço
e peço
que eu seja
ao menos um terço
do que fora
Para mim.

Ìntimo

Alguns momentos
são tão meus,
que não lhes dou
a ninguém,
São momentos,
de nunca
para sempre.

Silêncio

É no silêncio que me formo
Personalizo-me.
Com a faísca
da solidão.

Procuro junto ao silêncio,
pores-do-sol
no inverno silencioso,
denso e sensível.

Ao pôr-do-sol

As tardes rosadas assustam-me
numa soleira do tempo,
O pôr-do-sol é mágico.
Parto à deriva, sem rumo.
Jamais vi tardes tão lindas
quanto as do inverno,
o frio umedecido,
descreve que tudo é belo.
O pôr-do-sol é leve
e denso de emoção
forte de completude!
O pôr-do-sol é a minha
Inspiração contínua.

Escada
Subo a escada
Do
Medo.
Ofegante, paro e percebo.
O suor sair de meu ventre,

Subo
E
Desço
Todos os dias e
Esqueço-me sempre
Da paisagem.

Ciúme

De que você
é feito?
De medo ou
Ou
De
Vida?

Forma e conteúdo

Quero escrever uma poesia
Que seja de
Conteúdo simples.
Quero escrever uma poesia
Que ultrapassa
Os limites
Da forma.

Quero escrever,
Uma poesia
Que flutua como
estrelas,
sem mas de infinita
expressividade!

Sonhar
Sonhar é outra
forma
de amar

Quem sonha
Tem um caso de
Amor com
a vida.

Adolescente

Existe uma constelação de
Mil planetas
Dentro de cada adolescente.

Inexiste a pureza
Da beleza,
Inexiste
o nada.

Os Lábios
Os meus braços
procuram-te, lábios entrelaçados
Inundam o desejo da desventura.
Enquanto os nossos lábios
mergulham-se,
o silêncio torna-se breve.
Os nossos lábios se acham,
a poesia reinicia
todos os lábios neste instante
se encobre e se doam.

Ao luar

Na minha mão
há pássaros
há esperanças,
há paz
há seres humanos,
há também um poema
recém-nascido, terno
quase irradiante
há luas, sois
há dias melhores
utopias e quimeras,
crianças brincando;
Há uma lua
cheia e sorridente,
como uma criança
que guarda em si
uma pureza branca
de pequenina lua.

Recíproco

Me sinto uma lágrima tua
não tardo neste momento
das minhas serem suas.
E nesta face macia
lágrimas embevecidas
por ti,
morrem nas tuas mãos:
A lágrima nos purifica
um poema da vida
torna uma outra lágrima
no oceano da vida.
Se chorarmos cria um mar
um oceano, um mundo
e se sorrimos
crianças ambos:
- a beleza, o amor, tudo.

Uma Lágrima
Quanto vale uma lágrima,
salgada e cheia,
destas que inundam e
curam a alma,
uma gota, pequena e serena.
Uma lágrima densa
que dança entre os contornos
da face bela e morena,
uma lágrima de cristo
que lave a minha impureza.
Quanto vale uma lágrima
ao qual o mar abriga?
quanto será que vale um
oceano imerso de lágrimas?

Não Verás o pôr-do-sol?
Acorda-te
não verá s crianças
Brincando,
Acorda-te
não amarás a última mulher.
Acorda-te
não viverás a última chama.
Acorda-te
não verás o segredo embutido na carne.
Acorda-te não darás o último sorriso.
Acorda-te:
- É preciso ver a impureza do mundo.

Um amor raro
Um amor raro
nasce e nunca morre,
denúncia a cada instante
a inexistência do tempo.
Um amor raro
nasce sem perguntas
sem pátria e razão
Um amor raro
receita a si mesmo, no infinito
procura no frio do outono
no cheiro de novas flores,
o olhar alforriado
abraços perdidos e um simples gesto
Um amor raro
renasce a cada momento
e nunca morre.

Para Ouro Preto
Não há nenhuma cidade
como Ouro Preto, tão bela!
a sua história inspira liberdade
e se encontra em cada
monumento dela!
Ah! No teu ventre beira a felicidade
de gritar-lhe no véu da aventura
como uma paixão madura
que me pulsa com veracidade!
A sua história vagueia o infinito
como um riso de uma criança
é tão forte quanto a esperança.
Ah! Ouro a tua herança:
- És tão pura como um grito
e tão bela como uma dança.

A minha mãe

A minha mãe é uma doce amiga
Vagueávamos juntos, de mãos dadas
ambos revíamos fotos tiradas
nada desfazia a nossa história antiga.
Renovava-se por horas passadas
ambos andávamos juntos
aos bosques com flores encontradas.
E de repente ambos,
Ríamos que éramos tão amigos
que a cor dos nossos olhos,
Desenrolavam-se em tons antigos,
Como as nossas fotografias
Tiradas a tanto tempo.

O Relógio e o Tempo
Andava com um lindo relógio
no pulso ficava, visivelmente
enquanto o tempo passava
ele se sentia o próprio cronológico.
Estava sempre com pressa. Rapidamente
Olhava o tempo no seu relógio
e andava mas apressadamente,
pensando que isto era lógico.
Coitado! O seu pobre relógio
um dia … Cansado, parou
o seu dono tão descontente ficou.
Olhou o relógio que tanto amou
e diante do transitório
caiu ao chão triste.
O tempo era somente
um simples relógio
que parado parecia, lógico.
Aquele que achava-se cronológico
o medidor do tempo, invente
um outro relógio.
Mesmo assim tome cuidado!
que o tempo não se sente,
olhe para seu relógio novamente
ele trabalhava, agora esta parado
talvez… Cansou de ser simplesmente
um servo do tempo… Inalterado.

Assassinato

Corro
Amplio-me
Na multidão

A vida urbana tragada
A cada
Instante de
Inexistência de ar.

Seres humanos
Somos muitos
tão inigualáveis e frágeis
tão singulares e imprevisíveis,
somos seres humanos.
somos muitos
talvez hajam mais,
somos muitos,
Por isso, ainda, somos.
seres humanos.

A procura

Procuro a oportunidade
no intervalo
de café fresco
de padaria.
Procuro na incerteza
a decisão súbita
que muda
tudo.
Procuro no olhar
perdido
a profundeza
dos oceanos.
Procuro no gargalho
da palavra,
uma que seja,
para expressar
tudo que sinto.

Sob o Corpo

As minhas mãos
percorrem os rios
do teu corpo
Segue o curso
no suor
ao teu
umbigo
Ainda há cachoeiras
nos teus seios,
há mistérios no teu corpo
demais para
o anonimato das minhas mãos.

Para o Corpo

Hei de pegá-la
e traçar um limite
dos teus gestos e gemidos
traçarei sempre
com beijos ininterruptos
sob o teu corpo inteiro.
Na selva, na miragem,
na cobertura
do mistério.
Na calma mútua
sob a cama
um oceano de gozo.

Um Pequeno Passo

Um pequeno passo
faz um pássaro ser livre
e mãos trêmulas
paralisarem por iminente segurança.
Um passo verdadeiro
faz a vida
um instante novo.

A Um Novo Amor II

Antes que a chama se apague
gritarei alto e teu nome
para os pássaros se encantarem.
Gritarei de frente aos horizontes
tudo que sinto, por você
Mas isto é pouco
pois, tenho agora, meu amor
todo o sentimento de uma vida
e não vou desperdiça-lo.
Por isso abro os braços,
dou-lhe o que tenho:
- Um coração cheio
de esperança, transmudado
em rosas.

Misto
Quero um amor
a cada momento
um amor sem fim
vou dedicá-lo pactuado com o tempo
no infinito.
Mas o que sentirei depois,
será bom
como um abraço.

Casa-Corpo

Não possuo corpo,
a minha casa é a
fagulha do tempo
Adquiro novos hábitos
a cada mudança
deixo de pertencer,

Não tenho casa
tampouco corpo,
sou andarilho que renega a sua
própria
a transitoriedade,

Jazidas do Amor

Há poucas jazidas do amor
a serem descobertas,
mas são suficientes para o infinito.
O ouro da jazida de amor,
será o perdão para compreensão
e dará frutos de infinitos sorrisos
com o gosto de abraços mútuos
por encontros perdidos.
Há ainda muitas jazidas de amor
a serem descobertas
no coração do homem.

A Humildade
Gotas de orvalhos
brilham debaixo da montanha
o sol se põe,
no gesto puro de humildade
Há um passante triste,
olha com lágrimas no rosto
a mancha rosada no céu,
o sol se pôs,
embora a noite o respeite
e abrace a lua humildemente.
O passante olha
e silencia-se em gesto solitário
e a noite devagar caminha
humilde o passante
reconhece-se no gesto
incomum a natureza.

Um Rio

Corre transparente
o rio branco e suave,
desliza calmamente
entre os ombros das pedras,
O rio vivo corre por vielas,
e cai, como sangue
no corpo-pedra.
O coração do rio é oceano,
o rio respira
a cada fagulha, e renasce.
O rio nasce e renasce
e no entanto um rio
é transitório enquanto corre
para o oceanoOuro Preto

Ouro Preto caminha com a gente
respira e renasce,
cada da romaria nova
e ressurge
das cinzas.
Ouro Preto lembra tudo!
As suas montanhas,
É o regresso
Do vale de seus
Segredos;

Despeço de mim mesmo
Dentro de Ouro Preto,
E volto ao
Seu cheiro
De esperança!

A Procura de Uma Mulata

Procuro numa densa aquarela
uma cor tipo mulata madura
que nasça da aventura,
com uma pureza plena,
Pego nas mãos da mulata
ternas e livres
acariciam a minha inquietude.
E neste momento acho
a mulata madura
numa moldura branca amarelada.

A Todas as Mães

Abençoadas mães
que acalmam filhos sedentos
abençoadas mães que falam
e ouvem os seus filhos.
Mães fortes e humanos
que não ousam chorarem
de frente aos filhos.
Mães gigantes, mulheres fascinantes
de cores e gestos singulares
são mães e filhas da incerteza.
Mães que não caiem
de frente aos teus filhos
porém são mulheres de sensibilidade
que abraçam e choram
e sonham por teus filhos
por isso são:

-mães !

O Corpo: – Seiva do gozo

No teu seio brota o meu desejo
Banhado
ávido.
No teu corpo esta a marca
gravada de minas mãos
a sua densa cor,
brilha a continuidade
ininterrupta dos nossos beijos.
Rolamos nus
despidos, loucos
e a cada gemido,
e banharemos ambos
de um puro gozo!

A Lei do Amor
O amor não deve pedir
deve agradecer
esta é a sua maior virtude.
O amor deve expor
não demais a si mesmo
o suficiente para encantar
esta é a sua lei.
O amor tem cheiro de paz
do aconchego,
o barulho do silêncio,
a humildade dos sorrisos
a eficiência do diágolo,
a expressividade das lágrimas.
O amor não é, apenas, amor
são sonhos e alegrias múltiplas!
Inúmeros abraços e lágrimas
se expandindo
no pôr-do-sol.

O Amor, a Paixão.
A paixão lubrifica a alma,
o amor mantém a calma.
A paixão fala, o amor ouve.
A paixão insinua e emotiva.
O amor obtém de si
a sua própria pureza.
O amor está junto
a paixão misturada
o amor abraça e multiplica
a paixão explora e subtrai.
O amor é construído
por isso é a soma de fatores.
A paixão é o desejo bruto,
o amor é desejo lapidado
mas é impossível
ambos não se encontra.

A Liberdade

Sou livre como as estrelas,
que brilham para o universo,
e para si mesmos.
Sou livre, tanto quanto
as minhas azas,
e tenho a liberdade
do silêncio,
e a prisão dos dicionários.

Paixão: Uma Angústia

Nos horizontes
paira a angústia da amada
a distância aguda
em meio a ânsia
incontida na ausência.
Ainda que todas ruas falassem,
a angústia da paixão
sai a cada poro desejado
a cada perfume de
rosas recém nascidas.
Por isso silêncio-me
a noite, meio a insônia
se distribui em cada sentido
em cada gesto aflito,
em cada instante retido.
Então, olho os horizonte
e desabafo em gestos
a natureza me acolha
e eu acolho-a basta!
A paixão teme a calma!

Feminino

Não basta ser apenas mulher,
ter a suavidade e a brevidade
dos gestos,
A mulher-feminina orgulha-se
do sangue que a purifica
orgulha-se de sua fortaleza
ocultada na sua sutileza.
A mulher feminina é intensa
sobe e desce ladeiras íngremes
a força dela esta no olhar
nas tuas percepções e no coração.
Ser feminina é mais
que sexualidade,
a feminilidade é um sexo
sem pátria
é o cheiro que a mulher exala
quando menstrua e enraivadece.
Ser feminina é a pureza
absorvida e ocultada
que quase todas as mulheres
possuem, mas temam em ocultar.

Poeminha ao Natal

O natal lembra-me a solidão
o silêncio de águas benzidas
e de um momento social.
Arregaço as mangas
de camisas natalinas
fruto de um ritual
que pouco no enriquece.
Porém é natal
as pessoas não distribuem
abraços e sorrisos caminham e caminham
inúteis, no ritual
frio e inumano.

Flores

Pego uma flor
úmida, pequena, serena,
as suas pétalas
são de rosas-mundo.
Uma flor, um poema
nascem, crescem e não
morrem
fecundam sempre,
renascem, de quando
em quando,
e respiram
o oxigênio
da vida.

Os Horizontes

Os horizontes são vastos
os meus olhos se perdem,
abro os curtos braços,
e não os alcançam.
Assim desperto
e vejo quase inevitável
o pôr-do-sol rosado,
e silêncio-me
ali moram a saudade,
saudade dos horizonte.

O Reencontro

Tive um inoportuno encontro:
- entre eu e eu mesmo.
sentei-me ao lado do outro,
enquanto inquieto olhava o esmo.
A minha opinião, não era um termo
era vaga, um desencontro
através do espelho esmo,
grite, bem alto: – “Agora estou pronto”
O outro senão eu,
acendeu um cigarro e riu,
de repente, porém, estava triste,
olhando resignadamente o céu.
Os meus olhos não viu,
quando o outro fugiu,
dentro da minha angústia.
Suspirei e ouvi o meu coração
batendo tão aceleradamente
que percebi que eu era um louco!
Conversava comigo mesmo
e que a minha vida pouco-a-pouco
se tornava um esmo:
- de amores e ódios somente.

Ao Jardim Amigo

Nestes jardins verdes de outono
refletem passos ligeiros,
numa magra sombra,
uma amizade de repente,
transfere para mim todas
as rosas,
deste verde jardim.
Amizade é o néctar das rosas
essência de almas
encontro e desencontro
de sorrisos e lágrimas.
Abraçai-as!

A Uma Amiga

Passaram-se anos
tua essência se fez presente
a ausência mesclada a teu perfume
palavras são incapazes
de lhe descrever.
A lembrança amiga
rompe o instante
que ambos sentimos distantes,
o tempo não nos subtraiu:
- O nosso amor é o mesmo!

Uma Mãe

Uma mulher estéril chora,
se ela pudesse arrancaria
o seu útero
e o faria
brotar das cinzas
Mulher tão feita,
Tão impura,
Castigada pela a sua
Própria fraqueza,

No entanto,
Quando mãe,
Torna-se a uma outra primavera,
Com várias
Invisíveis flores,
Ressurge
e renasce
MÃE!

O Tempo

O outono arrebata
para fora de mim
a inexistência existente
do tempo.

O inverno fi-lo aqui
nas linhas das mãos,
e a primavera renascerá
um pouco mais efêmera.
Mas o tempo
inexistente e permanente
faz do outono
branco, no poema primaveril.

Textos filosóficos

O que é o amor

O amor é o sentimento mais raro e necessário do mundo!

Raro porque somente ele é capaz de nos fazer novos seres humanos e necessário pois nele é que se pousa todas as esperanças de um mundo melhor.

Existem várias formas de amar e se amar, mas o amor tem um pé no presente e um asa no futuro.O amor controí e reconstroí. Multiplica e divide alegrias, nos deixa como somos para sermos melhores, conosco e como o mundo!

O amor nos faz gigantes, nos faz arriscar por portos jamais idos.Contudo o amor é muito mais que isso, é o único que nos faz mudarmos seja o amor próprio, seja o amor alheio.

O amor é belo por isso e por tudo que ainda virá!

Entrevista com André Mendes

Entrevista com : André Mendes

 

I -Quando você começou a ler?

R:. Comecei ler no final da minha adolescência, aos 17 para 18 anos.

No início eu li algo muito complexo par o momento que estava vivendo, no entanto me fascinava como se eu a compreendesse.Li Albert Einstein, Isaac Newton, Nietzsche, Picasso Charles Chaplin e Charles Darwin entre outros Eu os considerava e os considero geniais.Os seus pensamentos moldaram a minha limitada visão de mundo.Logo depois li o meu primeiro romance policial: Hotel Brasil de Frei Betto, uns dos escritores contemporâneo que mais admiro, daí não parei e nem pretendo parar.

II- Quando você começou a escrever?

R:. Em 2000, escrevi a minha primeira crônica cuja a minha professora de português me escrevi um pouco de tudo, somente em 2006 comecei a me dedicar integralmente a literatura em destaque a poesia.

III-Como você cria os seus poemas e histórias?

R:. Na poesia, crônica e textos em geral o que me atrai são os sentimentos como angústia, medo e liberdade entre outros.
Quando escrevo eu transpiro todos os meus aspectos mais relevantes das minhas mais íntimas emoções.

IV-Quais são os seus autores preferidos?

R:. Os brasileiros são: Frei Betto, Fernando Sabino, Carlos Drummond,Alcione Araújo, Guimarães Rosa. Dos estrangeiros são: José Saramago, Fernando Pessoa,Mia Couto.

V-Que lugar a leitura ocupa em sua vida?

R:. Eu devo a leitura boa parte da minha formação crítica-social e sobretudo humano.A leitura me salvou do mundo cujo o fim é tão conhecido.A Leitura ocupa integralmente a minha vida!!!

VII- Além de escrever, o que você também gosta de fazer?

R:. Gosto muito de aprender coisas novas, adoro cozinhar.Mas o que me fascina é discutir temas sociais, como a pobreza e a violência do mundo.Acho que a leitura nos dá essa oportunidade de falar sobre variados temas sem fugir da nossa visão de mundo.Então o meu recado é que você leia de tudo, a leitura não têm limite e nem idade!

Crônicas

Crônica

 

Uma nova mulher

O mercado de trabalho, ganhou uma fase tão feminina, que daqui alguns anos haverá mais mulheres trabalhando do alguns homens!

As mulheres mereceram e merecem estarem onde estão hoje,lutaram ativamente pelo voto, cargo e igualdade salarial,no entanto jamais se viu o cosumo feminino tanto de cigarro quanto de bebidas alcoólicas.

Acredito que as mulheres, tão competitivas entre si, estão projetando isso no sexo oposto.Elas conseguiram o queriam? Ou estão buscando serem iguais aos homens, em cargo salário,sexo e hábito????

 

Crônicas


Séc. XXI, o que terá de novo?

O séc XXI é século dos séculos,portanto será como prevêem muitos um século
decisivo.
Não porque o aquecimento global dificultará a vida na Terra, nem que a Amazónia será reduzida a metade.O século XXI é inigual porque já sobrevivemos a quase tudo.
No entanto falta ainda uma prova , a da educação.Será que a venceremos?

O trabalho, dignifica o homem?

Quem disse esse título foi,Getúlio vargas, então presidente do Brasil, acredito que até em certo ponto o trabalho dignifica,à medida que ele nos dá um retorno tanto financeiro quanto emocional.
Não podemos esquecer que quanto mais acharmos que somos insubstituíveis no trabalho mas seremos dependentes dele, e aí a sua dignidade não será a mesma.

Pare de falar mal da rotina, uai!!!!

Se não fosse a rotina já estaríamos extintos da Terra.Primeiro porque a rotina passa segurança que”permanência” mesmo que falsa e segundo a rotina é essencial.Já imaginou trocar de pai,trabalho, professor .Escova dental,cama,gato,casa ,mulher,marido, filho,gato e cachorro todos os dias.Seria um real holocausto,por isso pare de falar mal da rotina,uai!!!!!!!!!!!!!!

Pensamentos/2008

Pensamentos


A obrigação é um homicida de idéias.

O erro é a melhor maneira de desculpar-se.

Somos educados para sermos “perfeitos” e não para sermos apenas, seres humanos.

As experiências são antídotos contra a nossa autodestruição.

A mentira é ensinada. A verdade é aprendida.

Viciamos em erros: – Quando não os compreendemos e, sobretudo não o humanizamos.

Antigamente subestimavam a mulher. Hoje a temem.

Nada educa tanto quanto a “estupidez” do mundo.

A família é eternos dicionários, nos quais podemos consultar sempre.

A sociedade é uma indústria de tiranos e heróis.

Quem sonha só por sonhar prevalece na sombra da realidade.

Quem vive do passado: – Dorme no presente e não sonha com o futuro.

O maior defeito é do: – Julgamento precipitado.

A verdadeira ignorância é o acumulo da preguiça do saber e do aprender.

A solidão não nos procura. Nós é que a achamos.

Quem sonha, tem um caso de amor com a vida!

A necessidade não compra um sonho.

Criai sonhos, criai vidas!

O sacrifício é o esforço multiplicado pelo desejo de vitória!

A felicidade não admite duas escolhas

Não podemos condenar quem quer que seja pelo o
desejo, mas pelo que não sente.

Prefiro morrer pelos meus sonhos,ao invés de
matá-los

Entre os piores emoções esta a :
auto-piedade.

O desejo é descartável, a intenção do desejo
não.

O amadurecimento não é um estágio de
sofrimento.

A utopia não é uma expressão nobre do sentido da
vida, mas uma maneira de traduzir as esperanças em melhores
horizontes.

Mal sempre ganha em quantidade.

O vício é a doença do prazer.

Somos tão jovens quanto a crença em nossos sonhos